
Estou fazendo pequenas reformas na minha casa e claro que obras sempre é uma dor de cabeça, mas gosto de trocar idéia com o pessoal da mão de obra, pedreiros, pintores...cada figura, tudo gente boa.
Os assuntos são variados, mulheres, carros, bebida, futebol e neste momento, claro, política.
Numa dessas conversas, um dos pedreiros solta a seguinte (nem sei se de tão preciosa, seria uma pérola): eu vou votar na Dilma moço. Esse serra vai vender tudo que nós temos. O Pré-sal mesmo o Serra quer vender e a Dilma não quer. Se o serra vender o pré-sal pros estados unidos, vamos ter que comprar o sal mais caro de todo os lugares do mundo. Com a Dilma não, o preço do sal vai ficar bem baixo e todos os outros países vão comprar o sal do Brasil. O Serra vai vender esse sal todo do pré-sal junto com o petróleo que eles acharam. É maluco ele! A Dilma vai segurar o sal aqui, igual o Lula fez. Vamos ter Sal e Petróleo por mais de 100 anos.
Perguntei se ele estava falando sério e a resposta foi: Claro Seu Rodrigo.
Então tá.
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Bem, depois de conversar com ele, imprimi o texto abaixo e entreguei para três que estavam em minha casa. Não sei se mudaram de opinião, mas fiz minha parte, informei o correto.
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Falando sério
A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado na região litorânea entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, em uma área de aproximadamente 800 quilômetros, englobando as bacias do Espírito Santos, Santos e Campos. Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal que pode ter cerca de dois quilômetros de espessura. Portanto, o petróleo e o gás natural se encontram de cinco a sete mil metros abaixo do nível do mar. Estas reservas se formaram há mais 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos, na época em que os continentes se separaram.
Vários campos e poços já foram descobertos e nomeados. No principal deles, o Tupi, estima-se que exista quantidade suficiente para encher de cinco a oito bilhões barris de petróleo, fazendo com que o mundo volte os olhos para o Brasil. Numa comparação rápida: em 2007, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13.920 bilhões barris de óleo equivalente (boe); com a descoberta da Tupi, este valor pode aumentar em duas vezes com o que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.
Os benefícios para o país são visíveis. Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo. Atualmente o país ocupa o 24º lugar neste ranking. A exploração destas reservas representaria um crescimento dos atuais 14,4 bilhões de barris de óleo equivalente para algo entre 70 bilhões e 107 bilhões.
Apesar da Petrobras ser uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração profunda ela ainda não sabe exatamente o quanto de óleo e gás pode ser extraído de cada campo e quando isso começaria a trazer lucros ao país. A empresa não descarta a possibilidade de que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam unitizadas. E por conta do desconhecimento deste potencial o governo decidiu que retomará os leilões de concessões de exploração de petróleo no Brasil apenas nas áreas localizadas em terra e em águas rasas. Assim, toda a região em volta do pré-sal não será leiloada até que sejam definidas as novas regras de exploração de petróleo no país (Lei do Petróleo).
Além disso, o governo considera criar uma nova estatal para administrar os gigantescos campos, que contrataria outras petrolíferas para a exploração --isso porque os custos de exploração e extração são altíssimos. Os motivos alegados no governo para não entregar a região à exploração da Petrobras são a participação de capital privado na empresa e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais.
Texto retirado do site http://www.artigonal.com







